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Comércio exterior da China acelera e cresce 17,6%

O comércio exterior da China manteve um crescimento acelerado nos primeiros oito meses de 2026, com exportações e importações registrando ganhos e o crescimento das importações continuando a superar o das exportações, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

O volume total de importações e exportações de mercadorias do país aumentou 17,6% em relação ao ano anterior, atingindo 34,78 trilhões de yuans (cerca de US$ 5,13 trilhões) no período de janeiro a agosto, de acordo com a Administração Geral de Alfândegas (GAC).

A taxa de crescimento foi 0,3 ponto percentual superior à registrada nos primeiros sete meses do ano. As exportações cresceram 14,6% em relação ao ano anterior, chegando a 20,17 trilhões de yuans, enquanto as importações expandiram 22%, para 14,61 trilhões de yuans.

Somente em agosto, o comércio de mercadorias da China totalizou 4,65 trilhões de yuans, um aumento de 19,8% em relação ao ano anterior, permanecendo acima da marca de 4 trilhões de yuans pelo sexto mês consecutivo.

As exportações cresceram 18,6% em relação ao ano anterior em agosto, enquanto as importações subiram 21,7%. Tanto as exportações quanto as importações registraram crescimento de dois dígitos pelo quarto mês consecutivo, e o crescimento das importações superou o das exportações pelo sexto mês seguido.

A força das exportações chinesas tem sido sustentada por uma demanda externa sólida, particularmente por produtos de alta tecnologia e relacionados à inteligência artificial (IA).

Nos primeiros oito meses de 2026, as exportações de produtos mecânicos e elétricos aumentaram 21,9%, para 12,91 trilhões de yuans, enquanto as exportações de circuitos integrados dispararam 95,4% em relação ao ano anterior, atingindo 1,77 trilhão de yuans, segundo dados da GAC. Em contrapartida, as exportações de produtos intensivos em mão de obra recuaram 0,6% nesse período.

Em termos de dólares, as exportações da China cresceram 25% em relação ao ano anterior em agosto. Especialistas afirmaram que esse crescimento foi impulsionado pelo forte interesse externo em produtos de alta tecnologia e relacionados à IA.

Dados oficiais também apontaram uma melhora nas encomendas externas, com o índice de novas encomendas de exportação da indústria de transformação subindo para 50,1 em agosto, ante 49,6 em julho, retornando à zona de expansão.

Lyu Daliang, diretor do Departamento de Estatística e Análise da Administração Geral de Alfândegas (GAC), afirmou que o comércio de mercadorias da China manteve um ritmo de crescimento estável em agosto, com exportações e importações registrando crescimento de dois dígitos pelo quarto mês consecutivo. Ele disse que esse desempenho demonstrou o forte apoio ao comércio exterior proporcionado pelo sistema industrial completo da China, bem como o impulso gerado pela impressionante capacidade de inovação do país.

Wen Bin, economista-chefe do China Minsheng Bank, disse que se espera a continuidade do ciclo global de manufatura impulsionado por investimentos de capital relacionados à IA, o que deve elevar tanto os volumes quanto os preços em toda a cadeia de suprimentos de semicondutores e dar suporte ao crescimento das exportações chinesas.

Comércio exterior da China com Asean e Cinturão e Rota

Os laços comerciais da China com uma ampla gama de mercados externos também continuaram a se expandir. Nos primeiros oito meses deste ano, o comércio com a Asean cresceu 20,6% em relação ao ano anterior, atingindo 5,95 trilhões de yuans, enquanto o comércio com países parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota aumentou 15,9%, para 17,74 trilhões de yuans, segundo dados da GAC.

Empresas com investimento estrangeiro também permaneceram participantes ativas nessa expansão comercial. Quase 80 mil empresas com investimento estrangeiro registraram importações ou exportações nos primeiros oito meses do ano, e seu volume comercial cresceu 18,1%, para 10,15 trilhões de yuans — um ritmo superior ao crescimento geral do comércio exterior.

Lyu afirmou que mais empresas com investimento estrangeiro estão se integrando profundamente às cadeias industriais e de inovação da China ao abraçarem a Oportunidade China 2.0. O termo destaca que, além de seu enorme mercado, a China também está oferecendo mais dividendos de inovação ao mundo por meio de seus avanços tecnológicos e da modernização industrial.

Participação da China nas importações globais sobe para 10%

A China continua sendo a maior comerciante de mercadorias do mundo e ocupa a posição de segundo maior mercado de importação global há 17 anos consecutivos, com sua participação nas importações mundiais subindo para cerca de 10%, segundo autoridades alfandegárias.

Os dados de terça-feira mostraram um crescimento robusto nas importações de produtos mecânicos e elétricos. Essas importações cresceram 31,6%, atingindo 6,21 trilhões de yuans nos primeiros oito meses de 2026, enquanto as importações de produtos agrícolas subiram 6,6%, para 1,04 trilhão de yuans.

Dados alfandegários mais detalhados revelaram um crescimento particularmente rápido nas importações relacionadas à tecnologia. Nos primeiros oito meses do ano, o valor das importações de circuitos integrados disparou 61,7% em relação ao ano anterior, ao passo que as importações de diodos e dispositivos semicondutores similares mais do que dobraram.

Wang Qing, analista-chefe de macroeconomia da Golden Credit Rating, afirmou que as importações continuariam a ser impulsionadas por múltiplos fatores, observando que as importações de chips provavelmente manteriam um ritmo de crescimento relativamente acelerado no curto prazo.

De modo geral, Wang disse que se espera que o valor das importações da China continue crescendo em ritmo relativamente acelerado em setembro, embora a taxa de crescimento anual possa desacelerar devido a uma base de comparação mais elevada.

Fonte: Agência Xinhua